Acesso vascular para quimioterapia

De antemão, o acesso vascular para quimioterapia é a introdução de  um tubo especial inserido numa veia maior e é conectado a um reservatório que fica implantado debaixo da pele e pode permanecer neste local por muitos meses. A utilização deste cateter facilita o tratamento quimioterápico venoso pois não é necessário fazer punções repetidas para conseguir “acertar” uma veia. 

No entanto, se o tratamento for continuar por muitos meses e forem necessários medicamentos extras ou outras drogas, os médicos podem decidir que é melhor fazer o implante do cateter.

Como o cateter é implantado?

O acesso vascular para quimioterapia deve ser realizado, a princípio, por um cirurgião vascular. um procedimento  realizado no centro cirúrgico, sob anestesia local e sedação. Usualmente é feita uma incisão na pele, de 3 a 4 cm de extensão, no local onde será implantado o reservatório.

Uma vez quando implantado no tórax, pode ser necessária uma segunda incisão, de 1 a 2 cm, na base do pescoço, logo acima da clavícula. Localiza-se a veia na qual o cateter será inserido e, após a introdução do cateter, é feito o controle do posicionamento da ponta do cateter por radioscopia (raios-X).

A princício, o reservatório do cateter (peça que é puncionada para aplicar a quimioterapia) é implantado no subcutâneo, quer dizer, logo abaixo da pele. Isso quer dizer que todo o conjunto fica sob a pele, após o implante o sistema é testado e aplicada uma solução com heparina para evitar a obstrução por coágulos. Os cortes são fechados com pontos e realizado um curativo sobre a área operada. Usualmente retiram-se os pontos no período de 7 a 15 dias.

 

 

 

Cuidados com o cateter implantado

Primeiramente é necessária injeção de uma pequena quantidade de solução com heparina (anticoagulante) logo após cada aplicação de quimioterapia para evitar a obstrução do cateter por coágulo, ao invés disso, nos cateteres não valvulados, é imprescindível realizar essa manutenção a cada 30 a 45 dias, mesmo quando o cateter não esteja sendo utilizado para infusão de quimioterapia.

Possíveis complicações

Infecção

Por se tratar de uma prótese implantada no corpo, é possível o desenvolvimento de infecção sob a pele onde foi implantado o reservatório ou dentro do cateter mesmo. Antes de tudo, contacte seu médico imediatamente no caso seja detectada a presença de algum dos sinais que antecipadamente já servem de alerta:

• Vermelhidão, inchaço persistente ou dor intensa na área onde foi implantado o
     reservatório ou o próprio cateter;

• Dor progressivamente mais intensa no local do reservatório (pior do que no dia
     anterior);
• Presença de febre acima de 38ºC, prostração, calafrios, mal estar e falta de ar.

A princípio, você deverá ser tratado com antibióticos caso seja detectada infecção. O cateter deverá ser retirado caso a infecção afete a área do reservatório ou do próprio cateter será necessário um novo cateter poderá ser implantado após a resolução do quadro infeccioso.

Obstrução

O cateter pode ser obstruído por coágulos e o cateter fica impossibilitado para uso. Caso isso aconteça pode ser necessária a desobstrução com aplicação de medicação anticoagulante. O cateter deverá ser retirado caso este procedimento não resultar.

Retirada do cateter

O cateter pode ser retirado quando não for mais necessário para o tratamento. Este procedimento deve ser feito pelo cirurgião com anestesia local, num procedimento mais simples do que o implante do mesmo. A mesma incisão é utilizada para a retirada do cateter. A pele é fechada com pontos ao final do procedimento.

O cateter não deve interferir com sua vida normal uma vez que ele é utilizado para facilitar seu tratamento com as sessões de quimioterapia. No entanto é recomendado evitar esfoços físicos na primeira semana após seu implante. No caso de ser implantado no braço, evite levantar peso maior que 5 kg na primeira semana após a cirurgia.

Somente agulhas específicas podem ser utilizadas para puncionar o reservatório, as agulhas “comuns” são do tipo cortante e podem danificar o cateter implantado.

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